-Qual será o próximo passo? Qual será o próximo destino? Para onde esta estrada me levará? Sinto que percorro a vida, pelos caminhos que planejei, mas não fui andando, fui levada. Levada a vários destinos, de várias maneiras diferentes, com vários desencontros e muitos encontros. Sinto que fiquei sentada, querendo e desejando isso ou aquilo e no momento em que me dei conta, já tinha tudo o que queria. Já vivo meus sonhos, já vejo alguns se desenvolvendo no futuro, já percebo que querer e batalhar por eles me trouxe até aqui mesmo sem perceber. Alguns anos atrás, deitava em minha antiga cama, em minha antiga casa, e antes de dormir imaginava como seria quando conseguisse algumas das coisas que queria. Hoje ainda acho que vou acordar com minhas paredes lilás, com meus bichos de pelúcia e com meus livros. Pensando mesmo que tudo não passou de um sonho. Só que eu vivo o meu sonho. Tão real, que até cansa. Tão vívido, que até já pensei em desistir. Não se desiste de sonhos, não se deixa para trás aquilo que foi dado a você. Não se deseja o passado árido e sem metas. E penso todo dia, qual será o próximo passo? Qual será o próximo destino? Não ouso percorrer correndo estas estradas, agora a minha frente. Não ouso deixar a curiosidade me levar. Não espero ansiosamente o dia seguinte. Sento e espero. Sento e espero o próximo nascer do sol. E com ele todo o brilho do próximo dia de meu sonho. O que virá a seguir? Não sei. Sonhos são obscuros quando vividos. Não se sabe o próximo passo e eu não quero correr. Tenho calma. Espero. Espero para ver qual o destino dessas estradas. Até agora elas não me decepcionaram. Somente confio. Confiante.domingo, 25 de setembro de 2011
Para lá
-Qual será o próximo passo? Qual será o próximo destino? Para onde esta estrada me levará? Sinto que percorro a vida, pelos caminhos que planejei, mas não fui andando, fui levada. Levada a vários destinos, de várias maneiras diferentes, com vários desencontros e muitos encontros. Sinto que fiquei sentada, querendo e desejando isso ou aquilo e no momento em que me dei conta, já tinha tudo o que queria. Já vivo meus sonhos, já vejo alguns se desenvolvendo no futuro, já percebo que querer e batalhar por eles me trouxe até aqui mesmo sem perceber. Alguns anos atrás, deitava em minha antiga cama, em minha antiga casa, e antes de dormir imaginava como seria quando conseguisse algumas das coisas que queria. Hoje ainda acho que vou acordar com minhas paredes lilás, com meus bichos de pelúcia e com meus livros. Pensando mesmo que tudo não passou de um sonho. Só que eu vivo o meu sonho. Tão real, que até cansa. Tão vívido, que até já pensei em desistir. Não se desiste de sonhos, não se deixa para trás aquilo que foi dado a você. Não se deseja o passado árido e sem metas. E penso todo dia, qual será o próximo passo? Qual será o próximo destino? Não ouso percorrer correndo estas estradas, agora a minha frente. Não ouso deixar a curiosidade me levar. Não espero ansiosamente o dia seguinte. Sento e espero. Sento e espero o próximo nascer do sol. E com ele todo o brilho do próximo dia de meu sonho. O que virá a seguir? Não sei. Sonhos são obscuros quando vividos. Não se sabe o próximo passo e eu não quero correr. Tenho calma. Espero. Espero para ver qual o destino dessas estradas. Até agora elas não me decepcionaram. Somente confio. Confiante.sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Um pouco de paz
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Horas vazias
domingo, 7 de agosto de 2011
Desajuste
Poema em linha reta"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos[...]. "
domingo, 17 de julho de 2011
Mais uma definição
-Saudade:sábado, 16 de julho de 2011
Repetindo
O que fazer com meus braços que pedem por seu abraço? O que fazer com meus lábios que pedem por seus beijos? O que fazer com a saudade, com a dor, com a ausência? Onde esconder o desespero de sua falta? Exagero? Pode ser. Loucura? Também. Mas todo amor de mais, todo amor exagerado, possui um pouco de loucura. Não sei o que fazer com os dias que ficam mais longos, com as horas que não passam, com as cores do mundo que perdem a graça. Difícil entender que queria você aqui? Difícil saber que, o difícil para mim é isso, esse vazio dizendo a cada dia que você está distante. E que vai demorar para estar por aqui outra vez. Não que eu queira todo seu tempo, não que eu queira você todo para mim. Eu só quero grande parte. Loucura? Exagero? Todo grande amor possui uma dose de loucura, uma pitada de exagero. Entendo se não puder, entendo se for demais. Só tenho então, sendo assim, que me virar de costas. De costas, assim, impossível ver as lágrimas.

