
-Olhe para o céu. O que você vê? O que você vê, além da imensidão, além das nuvens, além do vento calmo ou turbulento que sopra? O que se enxerga, além de tudo isso? Ou não há mais nada, além disso? Céu. Somente e só, céu. Menos azul, mais azul. Com mais nuvens, com menos nuvens. Anunciando tempestade, ou um dia lindo de verão.
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Eu olho para o céu e não vejo somente céu. Ele, ali em cima, possui alguma coisa que me atrai. A sua tranquilidade talvez. A sua calma perante ao caos que é a vida aqui da terra. Indiferença? Talvez, mas acho que não. Sossego, eu diria. Sabio, também diria. Sabio, pois sabe que tudo aqui passa, que tudo aqui se acaba, que tudo aqui é finito. Enquanto, ele, o céu, está sempre lá. Sobre milhares de gerações, de épocas, de pessoas. De pessoas que olhavam para ele e pediam, juravam, cantavam, clamavam, oravam, olhavam. Viviam. E ele ali, sempre a olhar para baixo, calmo, quieto, sereno. Pois sabe que não existe céu sem tempestade, que não há chuvas sem nuvens, que não há refresco sem brisa, que não há dia sem noite. E ele, apenas escurece, perde sua claridade, para nos mostras as estrelas. E eu, mas uma vez, tenho que dizer que me encanta. Me encanta essa tranquilidade toda. E é isso que eu vejo quando olho para o céu. Busco paz. Busco lembrar que amanhã é outro dia, e que assim como o céu, ainda estarei aqui. E meus problemas de hoje terão passado. Ou não. Só que nada como um dia após o outro. Nada como um céu por dia. Um céu de cada vez.
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